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Pousada de Estremoz, Rainha Sta. Isabel

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Quarta-feira Quinta-feira
Nº de Noites: 1
   
 

História da Pousada:

Estremoz recebeu carta de foral em 1258, por D. Afonso III, sendo um local que mereceu a preferência dos monarcas portugueses.

D. Dinis não só habitou Estremoz, como a ele se deveram intervenções fundamentais, como a construção ou reconstrução da cerca velha e do Paço da Alcáçova, o início da reconstrução da Torre de Menagem, bem como a edificação dos Paços do Concelho.

Em finais de Junho de 1336, Dª. Isabel, mulher de D. Dinis, empenhada na defesa da harmonia familiar e da paz do reino, veio a Estremoz. No entanto, adoeceu gravemente e acabou por falecer nos paços de Estremoz.

A sua estada em Estremoz deu origem a várias lendas das quais se sobressai a dos passarinhos que, no bico lhe levavam, sempre que caía, o novelo enquanto bordava.

Alguns anos mais tarde, foi de Estremoz que seu filho, D. Afonso IV, partiu para a gloriosa Batalha do Salado, que pôs fim ao poderio árabe na Península, aqui regressando após o feito. D. Pedro, tal como sua avó, Dª. Isabel, faleceu em Estremoz.

D. Fernando e D. Leonor Teles escolheram o Paço de Estremoz como esconderijo seguro para o Conde de Andeiro que, por razões políticas, se envolvera com Castela e Inglaterra. O Paço de Estremoz recebeu ainda Leonor Teles quando sua filha, D. Beatriz, casou com D. João I, rei de Castela.

Em 1497, D.Manuel aqui se encontrou com Vasco da Gama para lhe entregar o comando da esquadra que o levará à Índia, assim como os presentes para o Rei de Calecute. As senhoras de Estremoz bordaram um estandarte sob o qual Gama prestou juramento.

Na manhã de 17 de Agosto de 1698, uma explosão e incêndio nas dependências do Paço destruiram o edifício medieval e o seu valioso recheio, arruinando também toda a área do Castelo. Salvou-se apenas a Torre de Menagem.

Entre 1738 e 1742, D. João V mandou erguer sobre as ruínas, uma magnífica Sala de Armas que, segundo se escreveu, terá sido a melhor do Reino após o desaparecimento da do Paço da Ribeira, em 1755.

Em 1808, o exército francês saqueou todas estas preciosidades e incendiou o edifício. O fogo, porém, não progrediu, o que se atribui a um milagre da Rainha Santa.

Nos anos 60, o edifício sofreu profundas obras de beneficiação, sendo adaptado a Pousada.

 

Livro Pousadas de Portugal - Moradas de Sonho
"Às 4 da tarde de um sábado de Julho, o vasto campo do Rossio de Estremoz estava quase deserto. Deitei um último olhar à beleza barroca da fachada da Igreja de S. Filipe de Nery. Distraí-me depois com a voz da última vendedora a desfazer a tenda montada na feira de antiguidades dessa manhã..."
Em Pousadas de Portugal - Moradas de Sonho, por António Monteiro