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Pousada de Marvão - Santa Maria

Chegada Partida
Nº de Noites: 1

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Tarifa Exclusiva

 

Pousadas Próximas:

  • Crato (40km)
  • Sousel (76km)
  • Estremoz (75Km)
  • Elvas (76km)

 

Locais de Interesse:

Marvão:

  • Castelo
  • Museu Municipal
  • Igreja do Espirito Santo

Outros locais de interesse:

  • Cidade Romana de Anmaia
  • Castelo de Vide
  • Portalegre
  • Parque Natural da Serra de S. Mamede

 

Festividades:

  • Nossa Senhora da Estrela – dia 8 de Setembro (feriado municipal)
  • Festa da Castanha – no segundo fim-de-semana de Novembro
  • Feira de Artesanato e magustos espalhados pela vila

 

História da Pousada:


Apesar de ter havido um projecto, que data de 1946, para a instalação de uma Pousada onde hoje se encontra a Câmara Municipal, este nunca foi concretizado, segundo se diz devido a rivalidades existentes entre Marvão e Castelo de Vide. Só através da iniciativa de uma figura de relevo da época, o Senhor Jeremias da Conceição Dias, é que Marvão ficou dotado do primeiro estabelecimento hoteleiro.

Herdeiro de uma casa que uniu à do vizinho sacristão, entretanto adquirida, construiu e aí instalou uma estalagem, à qual deu o sugestivo nome de “Ninho D’ Águias”, a funcionar com 5 quartos.

Cerca de 10 anos depois, foi integrada pelo S.N.I. na sua rede de Pousadas, ampliando-a para 8 quartos e aproveitando a extensa varanda para aí instalar um restaurante envidraçado, de onde se pode apreciar a magnífica panorâmica.

De 8 quartos passou para 13 em 1987, utilizando um pequeno jardim anexo ao restaurante e em 1992, após um encerramento de 15 meses para obras de ampliação e remodelação, reabriu com 28 duplos e 1 suite. Nesta ampliação, foi recuperada uma antiga fundição já em ruínas, localizadas em frente ao edifício original da Pousada. Manteve-se a localização do Restaurante, ligeiramente ampliado, antigos quartos deram lugar à actual sala de estar/bar com uma confortável lareira para as noites de Inverno e um terraço próximo foi aproveitado para esplanada panorâmica. Todos os quartos foram reequipados com mini-bar, rádio, TV com parabólica, telefones com linha directa para o exterior e secadores de cabelo.

Novamente em 2003 algumas alterações foram feitas, fruto de aquisição de mais uma casa contígua à Pousada. Assim, remodelaram-se 5 quartos que passaram a ter uma pequena varanda, e fizeram-se de novo 2 suites e uma sala de estar. Foi ainda fechado o terraço junto ao bar, para melhor aproveitamento desse espaço, que se tornava de amplitudes térmicas extremas. Já em 2004, e com o fim das obras, iniciou-se a remodelação da decoração da Pousada.

A Pousada apresenta várias características que a tornam num lugar de eleição. A atmosfera dos quartos e dos espaços comuns é acolhedora, a decoração é simples e o ambiente quase familiar. Os quartos adequam-se a dois tipos de gostos completamente distintos: uns (poucos) oferecem vista para a extensa paisagem montanhosa que desta vila altaneira se desfruta; outros estão virados para o interior da povoação e mergulham o hóspede nas medievas ruas, becos e travessas com casas das cores do granito e cal.


História de Marvão:

Sobre a origem do nome as opiniões divergem, embora pareça certo que é de origem árabe. Sobre a possibilidade de o nome derivar de mouro Maruan, conta-se a fábula que diz que, este ao chegar a Medobriga se enamorou de uma bela e formosa senhora portuguesa, pedindo-a em casamento. Por resposta foi-lhe dada a tarefa que se julgava impossível, de levantar uma fortaleza no alto das rochas que dali se viam, após a qual teria o seu consentimento. O mouro preso pelo encanto da senhora, não só prometeu fazê-lo como ainda disse que o faria numa só noite. No outro dia ao amanhecer já apareciam as torres da fortaleza, obrigando a senhora a saltar de uma varanda, para não ter que faltar à palavra nem ter que a cumprir.

Há ainda as versões pejorativas, de que o nome deriva das palavras Mal-Vão, que teria depois evoluído para Marvão, por se contar que no tempo dos romanos, Medobriga foi conquistada e destruída, obrigando as suas gentes a fugir, refugiando-se na serra. A escalada era muito agreste, piorando com a subida, o que provocou muitas mortes, fazendo com que os sobreviventes dissessem uns para os outros “mal vão”.

Há ainda quem defenda que esta expressão Mal-Vão, se deve ao facto de para lá se mandarem prisioneiros de guerra e militares condenados ao desterro.


Acima do voo dos milhafres, abarcando o horizonte como se fosse um ninho de águias pendurado no cimo de uma montanha agreste, é generalizada a definição de ser Marvão a terra onde os pássaros se vêem pelas costas, consideram-na também a vila mais alta de Portugal.

Poder observar a vila no seu conjunto, um amontoado de casas brancas com as suas varandas em ferro forjado e janelas típicas, apinhadas em ruas estreitas e tortuosas, algumas das quais em escadas íngremes, é ter a visão de um dos mais característicos burgos medievais. Devido à pouca possibilidade de expansão e aos poucos recursos existentes dentro das muralhas, o antigo burgo está condenado a desaparecer ou a ficar como uma muda relíquia de um glorioso passado.

O Castelo ergue-se poderoso e protector no alto de um escarpado monte granítico, a 862m de altitude, sendo recomendável a sua visita em dias límpidos e claros, para que se possa abraçar o deslumbrante panorama que nos oferece sobre terras de Portugal e Espanha. Construída em linhas suaves e originais, com o contorno em forma de barco, a fortaleza parece o complemento do cume rochoso onde se encontra implantada. O Castelo é espaçoso e amplo, tendo além da entrada principal, diversas portas que vão dando acesso ao seu interior, ao fundo do qual existe a imponente Torre de Menagem que se eleva e uma considerável altitude. Esta Torre sofreu alguns estragos por ocasião do terramoto de 1755 e tem sofrido mais alguns causados por faíscas eléctricas.

Uma das suas obras mais belas é a cisterna, magnífica construção em abóbada de forte arcaria, na qual se abrem três largas clarabóias que dão alguma luz ao interior. Tem espaço suficiente para abastecer a vila pelo espaço de 6 meses, já que era a falta de água a única coisa a recear em caso de guerra e longo cerco.

A entrada da vila é feita através das Portas de Ródão, assim chamadas por estarem em frente. da planície ao fundo da qual se encontra a passagem do Tejo que tem o mesmo nome. Seguem-se as famosas ruas estreitas que sobem até ao Castelo.


No que se refere às origens da  vila , parecem não restar dúvidas que a da vila no seu primitivo burgo é mourisca, pois foram estes que pela sua admirável posição estratégica a começaram a fortificar. No local existiu uma cidadela muito próspera de nome Medobriga, que alguns identificam com a actual Aramenha, e que foi um importante ponto de passagem para as tropas do Império, ligando este a Olissipo (Lisboa).

Quando os árabes invadiram a antiga e próspera Odiana (Alentejo) transformaram-na num campo de lutas sanguinolentas, reduzindo a cinzas vilas e lugares. Indefesos na planície, recorreram os Meidobriguenses à protecção da serra onde hoje se ergue Marvão. Estas características e qualidades de Aramenha, permitiram aos árabes estabelecerem-se e coexistirem pacificamente com os cristãos.

Atribui-se a fundação da vila a um mouro de nome Maruan, palavra que em árabe significa suave, agradável, ameno. Segundo autores antigos, foi este mouro que deu início à construção da fortaleza, que D. Sancho II e D. Dinis haviam de desenvolver e completar, tendo sido este último a dar-lhe a sua actual configuração.

Não se sabe a data exacta da conquista aos mouros, mas é facto comprovado que, no ano de 1167 estava já incorporada na Monarquia Portuguesa, sendo uma das mais importantes vilas ao sul do Tejo. Esta importância vai-se acentuando até que D. Sancho II a eleva à categoria de município, concedendo-lhe em 1226 o respectivo foral. A sua admirável posição topográfica, inacessível e naturalmente defendida pela elevada altura do morro onde se encontra localizada, muito contribui para isso.

Marvão, juntamente com outras terras do distrito de Portalegre foi doada por D. Afonso III a seu filho, o Infante D. Afonso, irmão de D. Dinis. Esta doação foi mais tarde a causa de uma guerra entre os dois irmãos, por o Rei não querer que estas passassem por herança para as suas sobrinhas, casadas com poderosos senhores de Castela.
Na reforma que D. Manuel mandou fazer dos antigos forais, deu este monarca novo foral à vila, em diploma datado de 1512.

Marvão, mantém ao longo das diversas contendas com Castela um importante papel na defesa nacional. Mais tarde foi esta a primeira praça da província a conseguir libertar-se das invasões francesas e pelo seu importante papel nas lutas liberais, D. Maria II atribui-lhe o brasão e o título de “Mui nobre e leal Vila de Marvão”.


 

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