Pousadas Próximas:
- Évora (41km)
- Alcácer do Sal (59km)
- Torrão (26km)
- Beja (36km)
Locais de Interesse:
Alvito:
- Igreja Matriz
- Igreja da Misericórdia
- Ermida de São Sebastião
Outros locais de interesse:
- Ruínas de S. Cucufate
- Barragem de Odivelas
- Barragem do Alvito
- Viana do Alentejo
Festividades:
- Festas Populares do Alvito
- Festa dos Santos
História da Pousada:
O Castelo foi construído no fim do século XV, sob a autorização do senhorio da vila ao alto funcionário régio João Fernandes da Silveira, outorgado, por D. Afonso V, o titulo de barão de Alvito. Esta confirmação, foi posteriormente confirmada ao seu filho, o 2º barão, D. Diogo Lobo da Silveira, por D. João II em 1489 e por D. Manuel I.
De planta quadrangular, flanqueada nos ângulos por torres cilíndricas e dotada de uma torre de menagem que, com base quadrada, se adossa a uma das fachadas. Tudo isso, coroado de ameias, características essas que justificam a classificação que lhe é dada.
As janelas numerosas, algumas com ressaibo mourisco, rasgadas em varias das suas faces e torres, correspondendo a finalidade domiciliária do monumento, dão-lhe mais o sabor de moradia solarenga de que propriamente o carácter de fortaleza. Mas, decerto por isso, ele tem engrandecido, sem ruína, há quase cinco séculos, a nobre vila que a pouco a pouco foi crescendo à sua volta.
História de Alvito:
Alvito é uma vila a cerca de trinta quilómetros de Beja. Pode dizer-se que foi bastante importante, dado ter sido pousada real durante muito tempo. Segundo se lê na Monarquia Lusitana, Alvito nasceu no tempo de D. Afonso III, a partir da herdade de S. Roque, que o Rei doou ao seu chanceler e colaço D. Estêvão Anes, em 1225.
Contudo, o local foi indubitavelmente habitado em épocas muito mais remotas, a crer nos imenso vestígio arqueológico da região: moedas romanas, lápidas votivas, silos, ruínas de edifícios, etc.
Um dos edifícios mais importantes da povoação é o seu castelo. Mandado construir por D. João II para pousada real e acabado apenas no reinado de D. Manuel, tem como principal característica o facto de ser pronunciadamente amouriscado.
Conta a lenda que o nome da povoação vem de um facto sucedido durante uma festividade. Havia nesse dia uma corrida de touros e quando os homens tratavam de os meter nos curros, um deles escapou. Desatou a correr pela povoação fora e atrás dele algumas pessoas. O animal corria furiosamente, quem sabe se para escapar à morte que adivinhava esperá-lo. Como estava um dia muito quente, pouco a pouco os perseguidores do touro foram desistindo, até que só ficaram dois, mais resistentes e corajosos, que acabaram por capturar o bicho. Levaram-no de volta à povoação, depois de terem descansado os três sob um chaparro. Quando entraram na vila com o touro preso por uma corda, levaram-no até ao meio da praça, gritando:
- Alvitre, alvitre! - que quer dizer alvíssaras.
Daqui, explica o povo, nasceu o nome de Alvito.