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Pousada de Alvito, Castelo de Alvito

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Quarta-feira Quinta-feira
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História do Castelo do Alvito:

O Castelo foi construído no fim do século XV, sob a autorização do senhorio da vila ao alto funcionário régio João Fernandes da Silveira, outorgado, por D. Afonso V, o titulo de barão de Alvito. Esta confirmação, foi posteriormente confirmada ao seu filho, o 2º  barão, D. Diogo Lobo da Silveira, por D. João II em 1489 e por D. Manuel I.

De planta quadrangular, flanqueada nos ângulos por torres cilíndricas e dotada de uma torre de menagem que, com base quadrada, se adossa a uma das fachadas. Tudo isso, coroado de ameias, características essas que justificam a classificação que lhe é dada.

As janelas numerosas, algumas com ressaibo mourisco, rasgadas em varias das suas faces e torres, correspondendo a finalidade domiciliária do monumento, dão-lhe mais o sabor de moradia solarenga de que propriamente o carácter de fortaleza. Mas, decerto por isso, ele tem engrandecido, sem ruína, há quase cinco séculos, a nobre vila que a pouco a pouco foi crescendo à sua volta.

 

História de Alvito:

Alvito  é  uma  vila a cerca de  trinta  quilómetros de Beja. Pode dizer-se  que  foi  bastante  importante,   dado  ter sido  pousada  real durante  muito  tempo. Segundo  se  lê  na  Monarquia  Lusitana,   Alvito  nasceu  no  tempo  de D. Afonso III, a partir da herdade de S. Roque, que o Rei doou ao seu chanceler e colaço D. Estêvão Anes, em 1225.

Contudo, o local foi indubitavelmente habitado em épocas muito mais remotas, a crer nos  imenso vestígio arqueológico da região: moedas romanas, lápidas votivas, silos, ruínas de edifícios, etc.

Um dos edifícios mais importantes da povoação é o seu castelo. Mandado construir por D. João II para pousada real e acabado apenas no  reinado  de  D. Manuel, tem como principal característica o facto de ser pronunciadamente amouriscado.

Conta  a  lenda  que  o  nome da povoação vem de um facto sucedido durante uma festividade. Havia nesse dia uma corrida de touros e quando os homens tratavam de  os  meter  nos  curros, um  deles  escapou.   Desatou a correr pela povoação   fora   e   atrás  dele  algumas  pessoas.   O  animal   corria furiosamente,   quem  sabe  se  para  escapar à morte que adivinhava esperá-lo. Como  estava um dia muito  quente, pouco  a pouco os perseguidores do touro foram desistindo, até que só ficaram dois, mais resistentes e corajosos, que acabaram por capturar o bicho. Levaram-no de volta à povoação, depois de terem descansado os três sob um chaparro. Quando entraram na vila com o touro preso por uma corda, levaram-no até ao meio da praça, gritando:
- Alvitre, alvitre! - que quer dizer alvíssaras. Daqui, explica o povo, nasceu o nome de Alvito.